Você sabia que a fototerapia é um dos principais recursos terapêuticos para quem tem o diagnóstico de vitiligo? Sim, isso mesmo! A fototerapia mostra excelentes resultados no tratamento do vitiligo. Mas antes, vamos entender um pouco mais sobre essa doença.
Estima-se que o vitiligo tenha uma prevalência de 0,1% a 2% na população mundial e, no Brasil, esse percentual corresponde a 0,5%.
Em muitas culturas, a cor da nossa pele é considerada uma espécie de passaporte para a sociedade, e hoje, esse tema integra as discussões sobre diversidade e inclusão, mas também explica o porquê do vitiligo, uma doença caracterizada pela despigmentação da pele em áreas específicas do corpo, ser considerada uma das enfermidades com maior impacto emocional na dermatologia.
Até o momento, a causa do vitiligo não está totalmente esclarecida, mas sabe-se que é uma alteração dermatológica crônica que leva à despigmentação, ou seja, a perda da cor natural da pele. Isso ocorre porque o organismo ataca e destrói os melanócitos, células produtoras de melanina. O vitiligo parece estar associado a várias doenças autoimunes, tendo assim, uma origem multifatorial e podendo acometer igualmente homens e mulheres em todas as faixas etárias e etnias.
O vitiligo ainda enfrenta o estigma de ser uma doença para a qual não há tratamento. No entanto, com a fototerapia é possível tratar a diminuição ou falta de pigmentação da pele melhorando substancialmente e interferindo positivamente na qualidade de vida das pessoas com esse diagnóstico.
A fototerapia busca estacionar a progressão e promover a repigmentação da pele através da exposição das áreas afetadas à radiação ultravioleta. O tempo que o paciente é mantido em contato a essa radiação varia de acordo com o tipo de pele e outros fatores, assim como a frequência e quantidade de sessões. Existem vários estudos científicos que demonstram a eficácia e a segurança da fototerapia no tratamento do vitiligo.
O quanto mais precoce for iniciada a fototerapia, maiores serão as chances de recuperar a pigmentação da pele nas áreas afetadas. Por isso é de extrema importância procurar um dermatologista ao primeiro sinal de vitiligo.
O único sintoma da doença é o surgimento de manchas brancas na pele. E normalmente essas manchas aparecem nos dois lados do corpo, primeiro nas extremidades, como nas mãos, pés, joelhos, cotovelos, nariz e boca. O surgimento das lesões em apenas uma parte do corpo é menos comum e é conhecido como vitiligo segmentar.
A existência de casos da doença na família exige um cuidado maior com a pele, visto que genética é um dos fatores predisponentes para o vitiligo. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em cerca de 30% dos casos há um histórico familiar da doença, o que torna fundamental os parentes de indivíduos afetados realizar uma vigilância periódica da pele e procurar um dermatologista caso surjam lesões suspeitas, a fim de diagnosticar precocemente a doença e iniciar o tratamento.
Evitar exposição solar, uso de protetores e o controle do estress são medidas que fazem parte dos cuidados necessários para impedir o aumento das lesões na pele.
Com a evolução do conhecimento científico, a fototerapia também evoluiu e surgiram modalidades mais seguras e de administração mais simples, como foi o surgimento dos equipamentos que emitem UVB de banda estreita. Este tipo de luz, hoje é considerado a melhor escolha para tratamento do vitiligo, pois os estudos demonstram superioridade de resultados, comparados às terapias anteriormente disponíveis. A fototerapia com luz ultravioleta B de banda estreita é a mais utilizada nos serviços de dermatologia, e é indicada para todos os tipos de vitiligo, inclusive para crianças e gestantes. A radiação ultravioleta da fototerapia irá causar a morte das células do sistema de defesa do corpo (células T ou linfócitos) que atacam os melanócitos, e ainda irá estimular a migração das células que se encontram nas margens da lesão e nos pelos da região para a área acometida pelo vitiligo. A meta é trazer de volta a cor natural da pele.
A fototerapia deve ser executada de modo sério, com atenção às corretas indicações e protocolos específicos, o que inclui: reavaliações periódicas, controle de máquinas e cuidados redobrados com aspectos de segurança.
Os procedimentos em fototerapia implicam tratamentos longos, geralmente com idas aos serviços duas a três vezes na semana, durante meses. A cada sessão, a ficha clínica deve ser preenchida e conversas explicativas precisam ser conduzidas, para acompanhar e registrar a evolução do paciente.
Neste processo, além dos cuidados nas indicações e protocolos corretos, deve- se assegurar que as revisões médicas periódicas, também fundamentais para o êxito dos tratamentos, transcorram regularmente, observando itens como: melhora clínica, necessidade de associação ou mudança de terapêutica associada, coleta de documentação fotográfica, entre outros. Esses são apenas alguns dos aspectos que aumentarão as chances de bons resultados.
A Betaclin oferece aos seus pacientes o tratamento com irradiação ultravioleta (UV), nas faixas de energia de UVA1 e UVBnb (faixa estreita). Tanto o UVA1 como o UVBnb dispensam o uso de medicações fotossensibilizantes como o psoraleno. Os tratamentos em nossa clínica podem ser realizados de forma focalizada ou em cabine.
Para realização das sessões de fototerapia é necessário passar por uma avaliação prévia com um médico dermatologista, que deverá definir o seu plano terapêutico, como a escolha do tipo de radiação ultravioleta (UV), se UVA1 ou UVBnb, bem como a dosagem e o número de sessões.
A fototerapia é um recurso terapêutico muito útil, seguro, eficaz e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Associação Médica Brasileira (AMB) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).